Notícia

Nova tecnologia oxida e decompõe antibióticos de águas residuais de hospitais

Tecnologia de catalisador ambiental pode remover micropoluentes em águas residuais usando “lama vermelha”

Samuel Kosoba via Wikimedia Commons

Fonte

Universidade Konkuk

Data

sexta-feira, 4 setembro 2020 16:20

Áreas

Gestão de Resíduos. Química. Saúde. Tecnologias.

O pofessor Dr. Sungjun Bae, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Faculdade de Engenharia da Universidade Konkuk, na Coreia do Sul, e o professor Dr. Khalil Hanna, da Escola Nacional Superior de Química de Rennes (ENSCR), na França, desenvolveram uma nova tecnologia de catalisador ambiental para remover micropoluentes em águas residuais patogênicas. O resultado da pesquisa, que foi conduzida como um estudo internacional conjunto, foi publicado na revista científica Water Research.

A equipe de pesquisa do professor Bae da Universidade Konkuk desenvolveu a primeira tecnologia do mundo para decompor e remover micropoluentes (no caso, antibóticos), que podem existir em águas residuais contaminadas, usando resíduos industriais chamados “lama vermelha”, da indústria de alumínio.

De acordo com o relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017, os problemas de resistência aos antibióticos são considerados uma das maiores ameaças globais à saúde, segurança alimentar e desenvolvimento, sendo frequentemente detectados em hospitais e águas residuais urbanas.

A equipe de pesquisa sugeriu uma tecnologia de baixo custo que pode promover a decomposição oxidativa e remover antibióticos de águas residuais patogênicas usando lama vermelha, um resíduo da indústria de alumínio, que atuaria como um catalisador ambiental. Anualmente, são geradas de 132 a 264 milhões de toneladas de lama vermelha, causando sérios problemas ambientais. A pesquisa descobriu que a lama vermelha pode ser usada em conjunto com o Preoximonossulfato (PMS) e a Hidroxilamina para oxidar e remover de modo eficaz os antibióticos de águas residuais contaminadas de hospitais, facilitando a circulação de Fe (III) / Fe (II) de óxidos de ferro contidos na superfície de lama vermelha.

“A descoberta tem uma vantagem econômica, pois podemos decompor e remover com eficiência as substâncias antibióticas de águas residuais patogênicas sem ter que investigar o processo de tratamento da lama vermelha ou UV. Podemos apresentar tecnologias práticas que podem ser aplicadas em processos de oxidação altamente avançados para vários tratamentos de águas residuais”, afirmou o professor Bae.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade Konkuk (em inglês).

Fonte: Universidade Konkuk. Imagem: Lama vermelha. Fonte: Samuel Kosoba via Wikimedia Commons.

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