Notícia

Ferramenta desenvolvida na UFRRJ pode prever condições de perigo de incêndio na Mata Atlântica

Objetivo da pesquisa foi avaliar e correlacionar o índice de seca NMDI entre 2001 e 2019 com variáveis biofísicas, além de gerar simulações futuras deste índice, de 2020 a 2030, para 12 classes de uso e cobertura do solo no estado do Rio de Janeiro

Divulgação, Corpo de Bombeiros

Fonte

UFRRJ | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Data

sábado, 29 maio 2021 12:05

Áreas

Monitoramento Ambiental.

É urgente monitorar o risco de incêndio nas áreas da Mata Atlântica. As queimadas afetam a saúde da população, ocasionam perda da diversidade de flora e fauna, além de liberarem gás carbônico (CO2) na atmosfera, o que contribui para o agravamento do efeito estufa. Como o monitoramento ambiental realizado por meio de técnicas de sensoriamento remoto pode fornecer informações úteis para uma melhor fiscalização das florestas ?

Com esta questão em mente, Raquel de Oliveira Santos, estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Florestais (PPGCAF) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), sob orientação do professor Dr. Rafael Coll Delgado, dedicou-se ao estudo da aplicação de um índice de seca – o NMDI (do inglês Normalized Multi-band Drought Index) – utilizado pelos principais centros de monitoramento de incêndios florestais no mundo e que ainda não tinha sido avaliado no bioma brasileiro.

O objetivo da pesquisa foi avaliar e correlacionar o NMDI entre 2001 e 2019 com variáveis biofísicas, além de gerar simulações futuras deste índice, de 2020 a 2030, para 12 classes de uso e cobertura do solo no estado do Rio de Janeiro, por meio da modelagem ARIMA (do inglês Auto Regressive Integrated Moving Average). As condições climáticas de extrema seca estimadas pelo NMDI podem servir como uma ferramenta para fiscalizar regiões sujeitas a queimadas e evitar graves danos ambientais e sociais.

“O principal resultado do estudo foi demonstrar a aplicabilidade do NMDI na previsão de condições de perigo de incêndio na Mata Atlântica. Agora, temos uma nova ferramenta que pode ser usada para o monitoramento dos nossos recursos florestais e para o controle de eventos ligados à seca”, explicou Raquel, que desenvolve a pesquisa com o auxílio de bolsa de doutoramento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “As políticas públicas voltadas à proteção do meio ambiente não podem ser relaxadas. É necessário fortalecê-las”, afirmou Raquel.

A pesquisadora ressalta, ainda, que um trabalho de tal porte só foi possível graças ao envolvimento de um grande número de cientistas. Além da equipe multidisciplinar do Laboratório de Sensoriamento Remoto Ambiental e Climatologia Aplicada da UFRRJ, profissionais da Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) colaboraram com a avaliação e o processamento de dados em todas as etapas da pesquisa. “Vejam a importância da comunicação científica entre diferentes instituições públicas e de qualidade”, sublinhou Raquel.

Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Weather and Climate Extremes.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da UFRRJ.

Fonte: Michelle Carneiro, Coordenadoria de Comunicação Social da UFRRJ. Imagem: Incêndio que atingiu, em julho de 2020, área de preservação de Mata Atlântica em Petrópolis/RJ. Fonte: Divulgação, Corpo de Bombeiros.

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