Notícia

Embrapa inaugura Estação Quarentenária em Brasília para reduzir riscos de introdução de novas pragas no País

Propósito é duplicar o número anual de recebimento de amostras vegetais, de 30 mil para 60 mil

Thaissa Albuquerque, Embrapa

Fonte

Embrapa | Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Data

quarta-feira, 24 novembro 2021 11:30

Áreas

Agricultura. Biotecnologia. Microbiologia. Monitoramento Ambiental. Saúde.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), inaugurou, às 11 horas do dia 24 de novembro, a sua Estação Quarentenária, localizada na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília, DF. A estação é composta por um prédio com 4.643m² de área construída, sendo 2.951m² de laboratórios para análises de qualquer tipo de praga que possa correr o risco de entrar no território nacional, como insetos, ácaros, fungos, bactérias, nematoides, plantas infestantes e vírus.

A Estação Quarentenária compreende ainda três casas-de-vegetação e 11 laboratórios com mais de 200 equipamentos para análises de pragas. Possui sala-de-caldeiras, incinerador e salas para tratamento fitossanitário, desinfecção e destruição de material quarentenário.

“A quarentena de plantas abrange ações voltadas a prevenir a introdução e disseminação de pragas agrícolas e, por isso, é prioridade para a Embrapa desde a sua criação, na década de 1970”, afirmou o Dr. Celso Moretti, presidente da Embrapa. Ele lembra que a entrada, em 2013, de apenas uma praga exótica, a lagarta Helicoverpa armigera, causou danos de cerca de 1,7 bilhão de dólares aos cofres nacionais. “Se multiplicarmos esse valor pelo número de pragas interceptadas, é possível estimar que o trabalho de quarentena desenvolvido pela Embrapa poupou centenas de bilhões de dólares à economia do País”, complementou.

A construção da nova estrutura foi iniciada em 2015, tendo como meta a ampliação da capacidade de atendimento para mais de 60 mil acessos ao ano, o dobro da capacidade na época. As instalações foram projetadas conforme as regras de segurança exigidas pela Instrução Normativa nº 29/2016 do Ministério da Agricultura e receberam investimentos iniciais de R$ 10 milhões. No ano de 2019 houve a retomada da construção do prédio, quando recebeu R$ 800 mil reais de investimento da Embrapa.

“A nossa Estação Quarentenária será credenciada, agora, com uma estrutura funcional que vai ampliar a análise quarentenária de materiais genéticos que entram no País para fins de pesquisa”, explicou a Dra. Cleria Inglis,  chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. A gestora salientou que além desse serviço, a equipe também realiza treinamentos para instituições pertencentes ao Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária e para técnicos dos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária do Mapa, em especial na identificação de pragas quarentenárias presentes e ausentes no país.

Existem atualmente cerca de 500 pragas quarentenárias oficialmente reconhecidas como ausentes no território brasileiro, que incluem insetos, ácaros, nematoides, fungos, vírus e bactérias, com uma característica comum: são exóticas, não existem no País e, por isso, não há formas conhecidas para combatê-las. A priorização das pragas quarentenárias, feita pelo Ministério, é importante porque permite desenvolver um trabalho mais específico para evitar a sua entrada no Brasil ou na adoção de medidas para sua erradicação e controle, quando já identificada em alguma parte do país.

A equipe da Estação Quarentenária, formada por mais de 16 profissionais, dentre pesquisadores, analistas e estagiários da Embrapa, ao longo dos últimos 44 anos conseguiu interceptar mais de 86 pragas, que poderiam ter causado danos produtivos e econômicos incalculáveis para o Brasil. Somente entre 2015 e 2019 foram interceptadas 14 pragas (quarentenárias ou exóticas), dentre os mais de 374 processos recebidos (287 pedidos de importação com 16.277 acessos e 87 pedidos de exportação com 584 acessos). “Estes resultados se devem ao elevado número de amostras recebidas pelo nosso centro de pesquisa e principalmente pela dedicação na condução técnica, análises e testes laboratoriais”, complementou a Dra. Cleria.

A Estação contribui, ainda, com a defesa fitossanitária do país respondendo a demandas técnicas do Mapa, como a revisão de normas internacionais de medidas fitossanitárias e apoio técnico na revisão da lista de pragas quarentenárias editada pelo Ministério.

Acesse a notícia completa na página da Embrapa.

Fonte: Robinson Cipriano, Embrapa. Imagem: Thaissa Albuquerque, Embrapa.

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