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“As florestas estão no centro das soluções para fazer as pazes com a natureza”, afirma vice-secretária-geral da ONU

Vice-secretária-geral da ONU disse que “estamos em um momento decisivo”, acrescentando que as florestas oferecem funções vitais, inclusive como guardiãs de fontes de água doce e proteção da biodiversidade

Inpe

Fonte

Nações Unidas Brasil

Data

quinta-feira, 29 abril 2021 10:15

Áreas

Biodiversidade. Recursos Naturais. Saúde. Sustentabilidade.

As florestas estão no centro de nossos esforços para restaurar a relação com o mundo natural, afirmou a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, no último dia 26 de abril no Fórum das Nações Unidas sobre as Florestas.

A vice-secretária-geral da ONU disse que “estamos em um momento decisivo”, acrescentando que as florestas oferecem funções vitais, inclusive como guardiãs de fontes de água doce e proteção da biodiversidade.

“As florestas estão no centro das soluções que nos ajudarão a fazer as pazes com a natureza”, afirmou. Além disso, disse que a falha em protegê-las teria um impacto negativo importante nas emissões de carbono prejudiciais e crescentes.

A vice-chefe da ONU afirmou que as florestas devem ser adequadamente financiadas, inclusive por meio do alívio da dívida dos Estados, que devem fazer mais pela proteção da floresta e pela agricultura sustentável global.

Apontando que o mundo está enfrentando “crises globais abrangentes” que estão “intrinsecamente ligadas” à saúde e à sustentabilidade de meio ambiente, o presidente da Assembleia Geral, Volkan Bozkir, considerou a discussão como “particularmente oportuna”.

“É claro que nosso mundo está nos dizendo que há um problema em nossa relação com a natureza”, disse, observando o impacto da COVID-19, uma doença zoonótica que destaca os riscos associados à invasão humana; taxas de extinção de espécies, que variam de 100 a mil vezes acima da taxa de referência; e o aumento do aquecimento global, com 2016 e 2020 empatados como os anos mais quentes já registrados.

“Infelizmente, como sociedade, tendemos a nos concentrar nos sintomas e não nas condições estruturais, e temos ignorado as mensagens da Terra por muito tempo”, afirmou o presidente da Assembleia. “Com sorte, poderemos ajudar a mudar isso”.

O oficial da ONU chama a atenção para o diálogo de alto nível, no dia 20 de maio, que focará na recuperação da pandemia e destacará em como ajudar a enfrentar a desertificação, a degradação do solo e a seca.

Isso vai incluir uma “forte pressão em torno da necessidade de usar este importante esforço de recuperação para criar empregos e projetos de escavação que apoiam a restauração de terras, agricultura regenerativa, energia renovável e eficiência energética, bem como investimentos em gestão sustentável de terras”, afirmou o o presidente da Assembleia Geral.

Ele esperava que a discussão também ajudasse a apoiar a Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação, metas de neutralidade da degradação e planos nacionais de seca – de acordo com o Quadro de Sendai sobre Redução do Risco de Desastres, as Contribuições Nacionalmente Determinadas dos compromissos dos países para aumentar as ações climáticas até 2015 do Acordo de Paris e compromissos futuros no âmbito do Quadro de Biodiversidade Global pós-2020.

O presidente da Assembleia observou que 2021 será “um ano marcante para as três Convenções do Rio sobre Desertificação, Biodiversidade e Mudanças Climáticas”, acrescentando que essas questões importantes estão vinculadas e as ações devem ser coordenadas para o máximo impacto.

“Na medida em que passamos da Década de Combate à Desertificação para uma nova Década de Restauração de Ecossistemas, vamos aproveitar esta oportunidade para renovar nosso compromisso de criar um futuro mais igualitário, onde todas as pessoas se beneficiem de viver em harmonia com a natureza”, disse o gestor.

Seguindo em frente 

O chefe do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, Liu Zhenmin, falou sobre uma nova pesquisa que relaciona a restauração florestal bem-sucedida com o retrocesso da perda de biodiversidade e extinção de espécies.

Ele afirmou que habitats bem preservados e uma agricultura saudável são os principais caminhos a seguir, e também destacou a importância dos povos indígenas na proteção e preservação da floresta, chamando seu papel de “primordial”. “Investir em florestas é investir em nosso futuro. Devemos fortalecer nossos esforços globais para proteger e restaurar as florestas e apoiar os meios de subsistência das comunidades que dependem da floresta. Só então poderemos concretizar nossa visão compartilhada por um mundo mais justo, igualitário e sustentável”, disse Liu Zhenmin.

Florestas são fundamentais

Em mensagem de vídeo, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, disse que as florestas saudáveis são a chave para “reconstruir melhor”. Ao fornecer energia, segurança alimentar e renda, ao mesmo tempo em que armazenam carbono e abrigam a maior parte da biodiversidade terrestre da Terra, ele disse que “as florestas oferecem esperança para curar as pessoas, o meio ambiente e a economia”.

“Nossa geração deve ser aquela que freia o desmatamento, a perda de biodiversidade e as mudanças climáticas … e consegue melhor nutrição, melhor produção, melhor meio ambiente e uma vida melhor”, disse.

Relatório Global de Metas Florestais

O evento também lançou o Relatório Global de Metas Florestais 2021, que avalia a posição do mundo na implementação do Plano Estratégico das Nações Unidas para as Florestas 2030.

Embora o mundo tenha feito progressos em áreas-chave, como o aumento da área florestal global por meio de florestamento e restauração, as descobertas revelam que a deterioração do ambiente natural está ameaçando esses e outros ganhos.

“Antes da pandemia, muitos países trabalhavam duro para reverter a perda de florestas nativas e aumentar as áreas protegidas destinadas à conservação da biodiversidade. Alguns destes ganhos estão agora em risco com tendências preocupantes de aumento do desmatamento de florestas tropicais primárias”, escreveu o secretário-geral, António Guterres, no prefácio do relatório.

Acesse a notícia completa na página das Nações Unidas Brasil.

Fonte: Nações Unidas Brasil. Imagem: Bioma Amazônia. Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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