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Estudo desenvolvido na UERJ investiga a vida marinha na Baía da Ilha Grande

A aplicação do conhecimento científico como alicerce para o uso sustentável dos oceanos é uma das metas previstas na agenda internacional das Nações Unidas, que definiu o período entre os anos de 2021 a 2030 como a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.

Nesse contexto, o biólogo marinho Dr. Luís Felipe Skinner, líder do Grupo de Pesquisa em Ecologia e Dinâmica Bêntica Marinha, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), vem coordenando diversas pesquisas na baía da Ilha Grande, na Costa Verde fluminense, com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). “O objetivo desses projetos é fazer um inventário das espécies bênticas marinhas e um diagnóstico da conservação ambiental na Ilha”, explicou o Dr. Skinner.

Um desses estudos tem o objetivo de investigar a presença e quantidade de microplásticos presentes nas águas da baía. Surpreendentemente, foram encontrados resíduos do material mesmo em praias bem preservadas na Ilha Grande, como Lopes Mendes, um dos seus cartões postais. “Observamos a ingestão de microplástico por animais marinhos invertebrados, como as ascídias e anfípodas, em diferentes localidades, inclusive em áreas consideradas mais remotas, como Dois Rios, e em áreas de proteção ambiental, como Piraquara de Fora. Esses dados refletem a necessidade de mais monitoramentos sobre os efeitos da ingestão de microplástico na biota marinha da área, assim como alerta para novos perigos à biodiversidade na região. O lixo se espalha carregado pela correnteza”, explicou o pesquisador, que leciona na Faculdade de Formação de Professores de São Gonçalo (FFP/UERJ) e coordena o Museu do Meio Ambiente do Ecomuseu Ilha Grande, ambos campi avançados da universidade.

Trata-se do primeiro estudo que identificou a presença de microplásticos em organismos da Bacia de Ilha Grande. “O microplástico é um problema que vem chamando a atenção dos pesquisadores. Muito se fala sobre plástico biodegradável. No entanto, a indústria tem trabalhado com plásticos que se fragmentam muito mais rapidamente, mas em fragmentos tão pequenos que os organismos conseguem ingerir, e não temos ainda o amplo conhecimento do que isso pode gerar, do efeito tóxico dessas substâncias para o metabolismo dos organismos marinhos e dos seres humanos”, ponderou o especialista. A pesquisa teve como desdobramento a publicação de um artigo, em agosto de 2021, na revista científica Journal of Human and Environment of Tropical Bays.

Acesse o artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da FAPERJ.

Fonte: Débora Motta, FAPERJ.

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