Destaque

Modelo matemático mostra a tendência global de mutualismo entre espécies

Fonte

UC3M | Universidade Carlos III de Madri

Data

terça-feira, 3 janeiro 2023 17:20

Nos ecossistemas existem vários tipos de interações ecológicas entre as espécies. Uma das mais conhecidas é a predação (uma espécie come a outra, simplificando), mas existem outras interações, como competição por recursos, mutualismo, comensalismo, parasitismo e outras. Porém, sabe-se que esses não são estados permanentes, pois pode haver transições entre essas interações como resultado da evolução. Por exemplo, uma relação predatória entre espécies pode acabar se tornando uma relação mutualística ou simbiótica entre elas ao longo da evolução.

Agora, um novo modelo matemático permite estudar os tipos de transições nas interações ecológicas. “Uma das conclusões que chegamos é que há uma clara tendência ao mutualismo: as interações ecológicas podem começar como estão, mas na maioria dos casos acabam levando a uma relação mutualística”, disse o Dr. José Antonio Cuesta Ruiz, coautor do estudo e professor do Departamento de Matemática da Universidade Carlos III de Madri (UC3M). O estudo foi publicado recentemente na revista científica Physical Review E em conjunto com pesquisadores da Universidade Politécnica de Madri (UPM) e da Universidade Rey Juan Carlos de Madri, na Espanha, e da Universidade do Pacífico, no Peru.

No artigo, os pesquisadores também mostraram a alta frequência com que essas transições ocorrem na natureza, descobrindo trajetórias evolutivas que passam por vários estados intermediários, segundo os pesquisadores: “Apesar de ser um modelo simples, seu comportamento emergente é complexo: mostra transições entre diferentes relações ecológicas, podendo passar por diferentes estágios de mutualismo, predação e competição antes de chegar ao seu estado final”, acrescentam o Dr. Javier Galeano e o Dr. Juan Manuel Pastor, professores da UPM e coautores do trabalho.

Para o estudo, os pesquisadores usaram modelos clássicos de dinâmica populacional aos quais aplicaram uma técnica padrão na teoria evolutiva, chamada dinâmica adaptativa. Esta técnica permite encontrar equações dinâmicas para os parâmetros do modelo populacional, que determinam a natureza das interações ecológicas. Com isso, é possível estudar como essas interações mudam ao longo do tempo. “Este tipo de modelos, apesar de serem modelos muito simples, são capazes de captar elementos essenciais para fornecer mecanismos de fenômenos emergentes. Eles são muito úteis para estudar sistemas complexos”, concluiu o professor José Cuesta Ruiz.

Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Universidade Carlos III de Madri (em inglês).

Fonte: UC3M.

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