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RedePrevir MCTI realiza busca ativa de vírus da gripe aviária em aves migratórias

Fonte

MCTI | Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

Data

segunda-feira, 2 janeiro 2023 07:10

Pesquisadores da RedePrevir do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), subrede da RedeVírus MCTI dedicada à vigilância epidemiológica de patógenos em animais silvestres com potencial de emergência para seres humanos, estão em campo para coletar amostras de aves migratórias. O foco é a busca ativa de potenciais aves provenientes, especialmente, da América do Norte que estejam contaminadas com o vírus H5N1, que causa a gripe ou influenza aviária de alta patogenicidade. A ação se estenderá até março de 2023, quando as aves devem regressar ao hemisfério norte.

A iniciativa faz parte das atividades da MCTI em fevereiro de 2020 para o monitoramento de viroses emergentes e reemergentes com potencial zoonótico, ou seja, que podem ser transmitidas para as pessoas a partir dos animais.

“O monitoramento ambiental, por meio da Rede Previr MCTI, é mais um exemplo da estratégia bem sucedida implementada após discussão com a comunidade científica nacional. A Rede Previr está atuando no monitoramento de animais silvestres para detecção de coronavírus, de monkeypox e também da influenza aviária”, declarou o secretário de Pesquisa e Formação Científica do MCTI, Marcelo Morales, sobre o legado da RedeVírus MCTI para o País. “É uma atuação que chamamos de ‘programa escudo’ para mitigar os impactos das viroses emergentes e reemergentes”, complementou Morales.

Os pesquisadores intensificaram a busca ativa do vírus em aves migratórias, como patos, marrecos, gansos, cisnes, gaivotas e maçaricos, a partir de setembro deste ano. As aves saem da América do Norte em direção ao Hemisfério Sul em busca de condições climáticas amenas para reprodução ou alimentação. Essas espécies são consideradas os principais reservatórios da influenza aviária.

“Essas aves pertencem às ordens Anseriformes e Caradriiformes, principais reservatórios naturais de influenza. As taxas de infecção são mais elevadas nesses grupos de aves. Elas se infectam mais e transmitem mais [o vírus]”, explicou a Dra. Helena Lage, professora da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo a professora Helena Lage, o monitoramento realizado com a coleta de amostras de aves silvestres sadias tem o objetivo de realizar o diagnóstico precoce da introdução do vírus no território brasileiro. A busca ativa nesse grupo de aves funciona como um alerta antecipado, pois se estiverem contaminadas podem não apresentar sintomas por até 14 dias, tempo suficiente para efetuar uma ‘viagem’ migratória. “Podemos antecipar a identificação do vírus antes que ele chegue a outros grupos de aves”, complementou a pesquisadora.

As expedições para a busca ativa têm sido realizadas nos estados de Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, que estão nas rotas migratórias do Atlântico, do Pacífico e do Mississipi, que abrange a América Central. Os pesquisadores coletam excretas (fezes), suabes, sangue, dados biométricos das aves, dados sobre o bioma e localização.  O tipo de coleta varia de acordo com a condição da localidade e o tipo de ave. As amostras são congeladas logo após a coleta e enviadas aos laboratórios da Rede Previr, onde são realizados testes específicos para a identificação dos vírus da influenza aviária ou dos anticorpos contra este vírus. De acordo com a professora Helena Lage, até o momento não houve casos positivos para o vírus H5N1.

O vírus é capaz de causar uma doença grave nas aves domésticas, como frangos, patos, perus e galinhas, e pode ameaçar a produção avícola brasileira. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil foi o terceiro maior produtor e o maior exportador de carne de frango do mundo em 2022. Por isso, a iniciativa da Rede Previr MCTI é complementar às ações de reforço de biossegurança já anunciadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Acesse a notícia completa na página do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

Fonte: MCTI.

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