Notícia
Uso de Nanobolhas para melhoria da qualidade de águas poluídas é tema de pesquisa na USP
A tecnologia consiste na produção controlada de um fluido rico em nano bolhas, a partir de diferentes líquidos e gases
Rio Pinheiros, São Paulo. Fonte: Canal Ambiental.
Fonte
FSP-USP | Faculdade de Saúde Pública
Data
sexta-feira, 28 setembro 2018 14:30
Áreas
Gestão Ambiental, Gestão de Resíduos, Recursos Hídricos, Saúde.
Demonstrar a viabilidade técnica, econômica e ambiental da aplicação de tecnologia de nano bolhas na melhoraria da qualidade das águas do rio Pinheiros é o objetivo de trabalho cientifico iniciado pela Dra. Paula A. D. Vilela, pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, sob orientação do Prof. Pedro Caetano Mancuso, docente do Departamento de Saúde Ambiental da mesma Faculdade.
Na literatura não há testes em desenvolvimento do uso do sistema de geração de nano bolhas em alta concentração e vazão em larga escala, em rios poluídos de grandes metrópoles. Entretanto, pesquisas têm demonstrado excelentes resultados com nano bolhas em novas aplicações, incluindo remediação de águas subterrâneas contaminadas, enriquecimento de solo para agronegócio, otimização de processo de flotação para tratamento de efluentes.
A tecnologia consiste na produção controlada de um fluido rico em nano bolhas, a partir de diferentes líquidos e gases, gerando uma dispersão dessas nano bolhas paramagnéticas de oxigênio, que promovem a alteração do estado físico do liquido fonte. Entre outras particularidades, ocorre a alteração dos padrões físico químicos, aumentando a saturação de oxigênio no meio, podendo chegar a concentrações de dezenas de miligramas de oxigênio dissolvido, mesmo após o período de aplicação, ainda que não haja nenhuma ação adicional de O2.
Testes iniciais em pequena escala com águas superficiais demonstraram que o liquido submetido ao gerador de nano bolhas apresentou diferentes características comportamentais, que proporcionaram melhorias significativas nas propriedades de filtração, solubilidade, detergência, lubrificação, podendo favorecer também os processos de despoluição de águas poluídas, uma vez que a capacidade de desinfecção se eleva, em decorrência das altas concentrações de oxigênio dissolvido. Além disso, a água facilita a solubilização das matrizes “O” de polissacarídeos, como as encontradas em biofilmes. Ao usar esta água tratada com nano bolhas, os biofilmes existentes são removidos durante aplicações repetidas, não sendo formados novos, de forma a mitigar o crescimento microbiano adicional.
A pesquisa a ser desenvolvida terá a orientação do Professor Dr. Pedro Mancuso, e o apoio da EMAE – Empresa Metropolitana de Água e Energia Elétrica e da empresa SB Engenharia e Geologia, detentora da tecnologia.
A motivação do projeto, além da avaliação da melhoria da qualidade das águas do rio Pinheiros, consistirá também na análise da capacidade de diminuição de volume de lodo gerado e de sólidos suspensos, podendo levar à uma redução nos custos operacionais dos equipamentos de bombeamento, somando-se a eventual melhoria das águas no canal e, consequentemente, à capacidade de geração de energia elétrica na Usina de Henry Borden.
Acesse a notícia completa no site da FSP-USP.
Fonte: Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP). Imagem: Canal Ambiental, T4H.
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