Notícia

Startup catarinense desenvolve tecnologia com potencial de incrementar significativamente a geração de biogás

Biodigestores convencionais trabalham com baixas concentrações de sólidos totais: a ideia da nova tecnologia é trabalhar com um processo que suporte a concentração de sólidos até quatro vezes maior

Divulgação, FAPESC

Fonte

FAPESC | Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina

Data

sexta-feira, 7 maio 2021 06:30

Áreas

Biotecnologia. Energia. Gestão de Resíduos. Sustentabilidade.

Na unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Concórdia, os efluentes da suinocultura passam por um biorreator, que transforma os rejeitos em biogás. Após ser purificado, o combustível (biometano) abastece um veículo convertido em Gás Natural Veicular (GNV). O próximo passo da Kemia Tratamento de Efluentes, parceira da Embrapa no projeto, é levar essa nova tecnologia de geração de biogás às indústrias.

A Kemia, que quer dizer Química em Esperanto, é um startup de Chapecó especializada em tratamento de efluentes. Recentemente, venceu o Prêmio Inovação Catarinense – Professor Caspar Erich Stemmer, organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (FAPESC), na categoria Inovação de Impacto Socioambiental.

Caso não sejam tratados, os despejos líquidos provenientes de atividades humanas e industriais podem poluir o meio ambiente. No entanto, efluentes e lodos ricos em matéria orgânica biodegradável podem ser utilizados para gerar biogás, uma fonte renovável de energia, em substituição aos combustíveis fósseis. A Kemia e a Embrapa estão desenvolvendo uma tecnologia para otimizar a recuperação de biogás destes resíduos.

De acordo com Rafael Celuppi, diretor da Kemia, os biodigestores convencionais trabalham com baixas concentrações de sólidos totais (cerca de 3%). A ideia da tecnologia é trabalhar com um processo que suporte a concentração de sólidos até quatro vezes maior.  O que se busca é otimização do processo, aumentando o rendimento e a produtividade de biogás.

O protótipo está em validação e operação na unidade da Embrapa Suínos e Aves em Concórdia. O próximo passo é levar a tecnologia para a indústria para contribuir com soluções para problemas ambientais dos sistemas produtivos.

A Kemia já está em tratativas com a Ecofrigo, frigorífico do Grupo Bugio. O projeto usará a gordura dos suínos que sobram no frigorífico para geração do biogás. “Se pegar a tecnologia convencional e colocar esse produto não vai funcionar. A ideia é que essa nova tecnologia possa gerar biogás para substituir o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). Atualmente a empresa gasta cerca de R$ 80 mil por mês em GLP”, ressaltou o empreendedor.

Segundo Ricardo Leidens, também diretor da Kemia, o resíduo vai agregar valor à indústria. “Pegar um rejeito, que iria para uma fábrica de ração ou aterro, e gerar biogás de forma sustentável, sem o uso de aditivos químicos, é uma grande  economia no processo produtivo. A cadeia tem uma forte demanda pelo uso do biogás”, avaliou o executivo.

Acesse a notícia completa na página da FAPESC.

Fonte: Maurício Frighetto, Assessoria de Imprensa da FAPESC. Imagem: Divulgação, FAPESC.

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