Notícia

Pesquisadores estudam efeito do CO2 nas plantas do Cerrado

Pesquisa identificou que plantas da vegetação do Cerrado, após crescerem sob elevada concentração de CO2, apresentam respostas semelhantes às de plantas de outros ecossistemas: aumento da fotossíntese líquida

Divulgação, FAPEMIG

Fonte

FAPEMIG | Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais

Data

quarta-feira, 4 novembro 2020 17:10

Áreas

Ecologia. Mudanças Climáticas.

Entender os fatores que afetam as plantas é fundamental, uma vez que existem várias condições que afetam sua saúde e o bem estar do meio ambiente. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), campus Florestal, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), desenvolveram um estudo para entender o efeito do CO2 nas plantas do Cerrado de Minas Gerais.

Segundo o Dr. João Paulo de Souza, coordenador do estudo, a pesquisa identificou que plantas da vegetação do Cerrado, após crescerem sob elevada concentração de CO2, apresentam respostas semelhantes às de plantas de outros ecossistemas: aumento da fotossíntese líquida. “Assim como um crescimento acelerado, principalmente após um ano de enriquecimento com CO2”, destacou o pesquisador.

SO Dr. João Paulo de Souza informou que para chegar a esse resultado o grupo manteve plantas do Cerrado em câmaras que apresentam uma abertura no topo, onde foi injetado CO2. Após um ano nessas condições, os pesquisadores perceberam que as espécies apresentaram crescimento da parte aérea muito mais rápido. “Em geral, plantas lenhosas do Cerrado apresentam alocação de biomassa para a parte aérea de forma lenta, principalmente nos estágios iniciais de crescimento (seis meses a dois anos)”, explicou o professor.

Porém, esse crescimento acelerado pode influenciar consideravelmente a dinâmica desse ambiente, uma vez que o Cerrado é uma região savânica, não de floresta. “Possivelmente esse aumento de altura das árvores irá resultar em maior sombreamento das espécies herbáceas e plantas lenhosas mais jovens, o que poderá alterar a dinâmica de estabelecimento dessas espécies”, explicou o pesquisador.

Conhecer para agir

O grupo de pesquisadores vem publicando uma série de trabalhos sobre o tema desde de 2016. Além do efeito da concentração de CO2 na atmosfera, os pesquisadores também estudam a relação ecológica de competição entre as plantas nesses ambientes (Efeito da elevada concentração atmosférica de CO2 sobre o desenvolvimento de uma espécie C3 nativa e uma espécie C4 invasora de áreas de Cerrado), bem como o impacto da diminuição de quantidade de água no solo (Influência do aumento da concentração de CO2 no crescimento e partição de água no solo em duas espécies nativas e uma espécie invasora do Cerrado). Os dois estudos foram apoiados pela FAPEMIG.

Segundo o Dr. João Souza, esses estudos são considerados pesquisas básicas, uma vez que foi preciso verificar primeiro quais eram os efeitos das mudanças climáticas nas plantas do Cerrado, para só assim avançar para uma etapa mais prática. “A partir dessas informações podemos, agora, avançar para um projeto aplicado em algum problema socioambiental que afeta todo a sociedade”, concluiu o pesquisador.

Acesse a notícia completa na página da FAPEMIG.

Fonte: Tuany Alves, FAPEMIG. Imagem: Divulgação, FAPEMIG.

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