Notícia
O gerador fotovoltaico bifacial mais antigo em operação no mundo está na Universidade Politécnica de Madri, na Espanha
Com potência frontal de 3,75 kW e composto por 56 módulos bifaciais fabricados em 1987, o gerador está operando na Politécnica de Madri desde maio
Instituto de Energia Solar da Universidade Politécnica de Madri
Fonte
Universidade Politécnica de Madri
Data
quinta-feira, 17 junho 2021 06:05
Áreas
Energia. Sustentabilidade.
Numa época como a atual, em que o custo da energia está cada vez maior, a geração fotovoltaica volta a despertar o interesse da sociedade. Embora essa energia esteja em constante e rápido crescimento, nos dias de hoje está ganhando ainda mais atenção como uma alternativa sustentável, capaz de reduzir os custos associados à geração de energia elétrica. Nesse sentido, os módulos fotovoltaicos bifaciais estão ganhando rapidamente importância no mercado fotovoltaico atual, como resultado da generalização da tecnologia PERC e do silício monocristalino, ocorrida desde o final da década de 2010. De fato, a combinação de módulos bifaciais com seguidores solares de eixo horizontal levou à eletricidade mais barata da história.
A primeira industrialização desta tecnologia bifacial no mundo ocorreu na Espanha, em 1984, com uma empresa “spin-off” do Instituto de Energia Solar (IES) da Universidade Politécnica de Madri (UPM). O projeto fi desenvolvido como resultado das atividades de pesquisa da época na concentração fotovoltaica, tendo a sua produção terminado em 1989.
No início de 2021, o IES-UPM recuperou 64 módulos bifaciais fabricados em 1987, que funcionavam em diferentes instalações de eletrificação rural, em algumas delas há mais de 20 anos. Esses módulos foram limpos e caracterizados. Como resultado desse trabalho, 56 deles estão instalados em estrutura fixa nas instalações da IES-UPM e injetam energia na rede desde 5 de maio de 2021. Portanto, constituem o gerador fotovoltaico bifacial mais antigo em operação do mundo, que foi batizado como ‘Antecessor’. Sua potência frontal é de 3,75 kW.
“Os módulos são feitos de células redondas de silício monocristalino com diâmetro de 10 cm, encapsuladas em EVA entre uma lâmina frontal de vidro e outra lâmina posterior transparente. Eles foram entregues há 34 anos com uma potência bifacial nominal de 90 W, medida com uma iluminação frontal de 1000 W/m2 e uma iluminação traseira de 500 W/m2 aplicadas simultaneamente. Dado seu coeficiente de bifacialidade de 70%, isso se traduz em uma potência frontal nominal de 67 W”, explicou o Dr. Pablo Merodio, do Instituto de Energia Solar da UPM. “Apesar de tantos anos expostos ao sol, estão em muito bom estado, apresentando, como único defeito visual, algum amarelecimento. Mais de 90% deles retêm uma potência nominal em condições padrão de 59 W, que é 90% de seu valor nominal. Isso permite uma boa eficiência energética”, acrescentou o especialista.
Na primeira semana de operação, o ‘Antecessor’ injetou 142,5 kWh na rede, recebendo uma irradiação frontal de 42,4 kWh/m2 e uma irradiação traseira inferior a 8% da frontal, operando sobre um solo de brita com 22% de albedo. O PR frontal correspondente foi de 0,9.
Para os pesquisadores da IES-UPM que participaram na recuperação e no comissionamento destes módulos, a importância social deste trabalho está na valorização de um marco histórico como a fabricação, nos anos 80, pela indústria espanhola, de uma tecnologia que se encontra a todo o vapor ainda hoje e que muitos ainda consideram ‘revolucionária’.
Acesse a notícia completa na página da Universidade Politécnica de Madri.
Fonte: Universidade Politécnica de Madri. Imagem: Instituto de Energia Solar da Universidade Politécnica de Madri.
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