Destaque

UFC produz cimento e concreto sustentáveis a partir de resíduos de termelétrica e siderúrgica do Porto do Pecém

Fonte

UFC | Universidade Federal do Ceará

Data

segunda-feira, 18 abril 2022 19:10

Alunos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil – Estruturas e Construção Civil (PEC) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia dos Materiais (PPGCEM) da Universidade Federal do Ceará (UFC) produziram, no Laboratório de Materiais de Construção Civil (LMCC), o primeiro concreto do Ceará 100% sustentável. O composto não possui cimento e nem materiais naturais (areia e brita) na composição.

A pesquisa teve início com a produção de cimentos álcali-ativados (ou geopoliméricos), feitos com resíduos de cinzas da termelétrica do Pecém e da Companhia Siderúrgica do Pecém (escórias de aciaria).

De acordo com o Dr. Eduardo Cabral, professor da UFC e coordenador do LMCC, os novos compostos são sustentáveis. A produção do cimento do tipo portland, encontrado nas lojas de construção, por exemplo, lança grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Já a extração de areia gera impactos ambientais como desmatamento e dragagem do leito de rios, afetando a fauna e a flora. E a produção de britas demanda a detonação de rochas, alterando a paisagem.

Por outro lado, o cimento e o concreto produzidos pelo laboratório são feitos a partir dos restos das atividades da indústria no Pecém. O cimento álcali-ativado foi elaborado com as cinzas oriundas da queima do carvão que alimenta a termelétrica. Já a substituição dos materiais naturais (como areia e brita) usados como agregados no concreto ocorre com a aplicação de resíduo da produção de aço da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

Outra vantagem do concreto sustentável é a reação mais rápida que a mistura comum de concreto. “Você tem ganho de resistências enormes em poucas horas. Os testes mostraram que em três dias o concreto sustentável consegue os resultados que a mistura normalmente utilizada (cimento, brita, areia e água) leva sete dias para alcançar”, ressaltou o professor.

Apesar de não haver um cálculo exato de custos do novo composto, o professor estima que inicialmente será um valor mais alto que o do concreto comumente usado. “Todo material inicial tem esse tipo de problema (….) Isso se resolve ganhando utilidade, e o preço [com o tempo] cai”, avaliou o professor Eduardo Cabral, líder do grupo de pesquisa em Materiais de Construção e Estruturas (GPMATE) da UFC.

Acesse a notícia completa na página da Universidade Federal do Ceará.

Fonte: Universidade Federal do Ceará.

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