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Projeto do Campus Cerro Largo da UFFS relaciona conforto térmico com incidência de doenças respiratórias
Desde 2019, a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Cerro Largo desenvolve o projeto “Conforto térmico humano na região das Missões do Rio Grande do Sul e a relação com doenças respiratórias”. Em termos gerais, o projeto de pesquisa tem o objetivo de avaliar a influência do conforto térmico humano (ou desconforto) e a relação com problemas respiratórios em crianças e idosos, considerando cenários climáticos atuais e projeções futuras.
O projeto vai relacionar dados disponibilizados por estações meteorológicas instaladas nos municípios de São Paulo das Missões, Santo Ângelo, Giruá, São Luiz Gonzaga, Cerro Largo (Centro), Guarani das Missões, Caibaté, Porto Xavier e Roque Gonzales, com o banco de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Ministério da Saúde Brasileiro.
O projeto tem a orientação do Dr. Anderson Spohr Nedel, professor do Curso de Agronomia do Campus Cerro Largo da UFFS, com auxílio da estudante bolsista do Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária do Campus Cerro Largo, Camila Guerim Pieniz.
“O objetivo da pesquisa é, por meio da realização de medidas diárias das variáveis meteorológicas (temperatura e umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento, pressão atmosférica e precipitação, a nível de superfície) em centros urbanos, em diferentes cidades aqui da região das missões, calcular o conforto térmico humano (sensação térmica) durante invernos e verões e relacioná-lo com a ocorrência de doenças respiratórias da população”, explicou o professor Anderson.
Em termos dos resultados preliminares já obtidos até o momento, o pesquisador destacou que “a análise do conforto térmico e a sua relação com as doenças se encontra em andamento. Entretanto, resultados iniciais (a pesquisa atrasou devido à pandemia) têm mostrado, até o momento, algumas cidades mais frias (mais quentes) e mais chuvosas (menos chuvosas) que outras, situadas bem próximas…, características que, até então – pois não havia esse tipo de observação simultânea – se imaginava que ocorressem de forma mais “parecidas”. Em um estudo orientado (entre dezembro de 2019 a maio de 2020), realizado em conjunto com a aluna Camila Guerim, foi observado que há maior frequência de internações hospitalares de pessoas idosos por doenças respiratórias quando comparado a crianças, e que cidades mais populosas (da região) não necessariamente foram as que apresentaram os maiores coeficientes das admissões hospitalares”.
Saiba mais sobre a pesquisa na página da UFFS.
Fonte: UFFS.
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