Destaque
Programa Centelha/SE apoia ideia sustentável para tratamento de efluentes
Fonte
CONFAP | Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa
Data
quarta-feira, 17 março 2021 08:00
Uma equipe de pesquisadoras da Universidade Federal de Sergipe (UFS) desenvolveu uma maneira de tratar efluentes provenientes de atividades industriais e humanas, como por exemplo o esgoto sanitário, por meio da microalga Chlorella vulgaris. A ideia sustentável voltada para empresas que produzem efluentes tóxicos, é um projeto que tem o apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Programa Centelha/SE, que é operacionalizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec).
O projeto teve início durante o segundo ano do mestrado da engenheira química Sheila Silva. Atualmente mestre na área, Sheila já estudava o comportamento da microalga em outros meios e decidiu juntar sua pesquisa com a de outra mestranda do seu grupo de estudos, o que resultou no projeto. A iniciativa representa um grande ganho para sociedade e para o meio ambiente, pois o processo realizado pela Chlorella vulgaris é totalmente limpo e sem agressão ao meio ambiente, tendo como resíduo a biomassa, que pode ser utilizada para diversos fins.
As pesquisadoras optaram pela microalga por diversos fatores, um deles foi a já citada proximidade e experiência que existia com o microrganismo. Entretanto, de acordo com Sheila, a Chlorella vulgaris possui outras vantagens, como a resistência, inclusive, à contaminação, além de possuir a capacidade de adaptação em diferentes ambientes, permitindo assim seu uso em diferentes atividades.
A pesquisadora conta que os tratamentos tradicionais fazem o uso do lodo ativado, que é um combinação de bactérias que podem consumir os poluente orgânicos presentes nos efluentes, contudo, esse consumo acaba alimentando as bactérias que passam a se reproduzir mais rápido, e essa quantidade se torna resíduo desse tratamento, que não pode ser descartado no meio ambiente sem os devidos cuidados como a neutralização. “Apesar de com as microalgas termos o aumento da quantidade de biomassa, essa biomassa é totalmente rentável e pode ser utilizada tanto na produção de ração para animais, quanto na produção de energia”, explicou a engenheira.
A proposta do projeto é voltada para o Estado de Sergipe, onde serão tratados os esgotos sanitários, o chorume em aterros sanitários e os efluentes de queijarias e matadouros, os quais, por lei, devem baixar a quantidade de carga orgânica antes de serem despejados nos mananciais. Até o momento, o tratamento já foi aplicado no esgoto sanitário da UFS, obtendo grandes resultados.
Acesse a notícia completa na página da CONFAP.
Fonte: Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa e FAPITEC/SE.
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