Destaque

Pesquisador mapeia redes de economia criativa e solidária em Campo Grande

Fonte

UFMS | Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Data

quarta-feira, 7 julho 2021 07:20

De acordo com as últimas estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), as indústrias criativas e culturais geravam uma renda anual 2,250 bilhões de dólares para a economia global e empregavam quase 30 milhões de pessoas em todo o planeta, antes da pandemia. No Brasil, com base em informações divulgadas pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, o setor empregava 837,2 mil pessoas e era responsável por 2,62% do Produto Interno Bruto. A Economia Criativa está ligada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: especificamente ao 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes –, e em perspectiva transversal, ao 8 – Empregos dignos e crescimento econômico –; ao 10 – Redução das Desigualdades – e ao 12 – Consumo Responsável; nos quais as Nações Unidas vêm contribuindo para que seja possível atingir a Agenda 2030 no Brasil.

“A cultura é a flor do ser humano – o fruto de nossas mentes, o produto de nossas tradições, a expressão de nossos anseios. Sua diversidade é maravilhosa, parte do rico entrelaço da civilização. A cultura também é uma potência – um empregador de milhões, um motor do progresso econômico, uma força de coesão social. O Dia Mundial da Diversidade Cultural reconhece esse grande poder. O mesmo acontece com a proclamação de 2021 como o Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustentável”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Porém, segundo Guterres, o setor cultural foi abalado pela pandemia da COVID-19, que provocou o fechamento de museus, salas de música, teatros, locais turísticos e deixou de lado diversas atividades culturais. “À medida que as vacinas geram esperança, o mundo deve garantir que os pacotes de recuperação da pandemia atendam às necessidades de as instituições culturais, das artes e de todos aqueles que fazem parte do mundo criativo. As sociedades hoje são multiétnicas, multirreligiosas e multiculturais. Isso é uma riqueza, não uma ameaça. Mas precisamos garantir que cada comunidade sinta que sua identidade – sua cultura – está sendo respeitada. Vamos todos apoiar a cultura e seu poder de promover o diálogo e o desenvolvimento para o benefício de todos”, ressaltou em seu discurso veiculado em maio nas redes da ONU.

Em Campo Grande/MS, projeto de pesquisa de Adriano Pereira de Castro Pacheco, doutorando em Administração pela Escola de Administração e Negócios (EsAN) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tem contribuído para o fortalecimento do setor da economia criativa e solidária. “A Economia Criativa tem sido apresentada como a estratégia de desenvolvimento mais significativa da última década. Sabe-se que ela compreende setores cuja origem da geração de valor econômico está na criatividade, no conhecimento e no talento individual e coletivo que possuem potencial para criação de riqueza e empregos por meio da geração e exploração de ativos criativos, em particular nos aspectos simbólicas da produção cultural local e regional. Nesse contexto, o projeto Redes Híbridas de Cultura: cartografia relacional da economia criativa e solidária em Campo Grande, teve como objetivo mapear a constituição de redes de economia criativa e de economia solidária a partir dos arranjos constituídos entre setor público, iniciativa privada e, sobretudo, com os grupos artísticos e empreendedores dos diferentes setores da economia criativa em Campo Grande”, explicou Adriano.

De acordo com o doutorando, o trabalho que resultou em um relatório técnico lançado no portal e-Criativo Plataforma de Documentação e Memória, constitui parte da sua pesquisa desenvolvida no projeto guarda-chuva sobre Economia solidária no estado de Mato Grosso do Sul: configurações, desenvolvimento e perspectivas, coordenado pelo Dr. Élcio Gustavo Benini, professor da EsAN . O Dr. Élcio orienta Adriano e avalia que ele está fazendo uma excelente articulação entre a economia solidária e a economia criativa inovadora. “Há um potencial de simbiose pouco explorado entre as possibilidades oriundas da economia solidária e a chamada economia criativa, esta alicerçada na (re)produção da riqueza, material e simbólica, que a diversidade cultural brasileira permite. Explorar, no sentido positivo de produzir e consumir, a nossa cultura, de forma empreendedora e coletiva, aponta não apenas para a solução dos problemas mais imediatos da vida social, mas para um projeto social de longo alcance, para o qual o trabalho associado e a realidade local e cultural tornam-se fatores estruturantes. É aqui que encontra a relevância do relatório apresentado por Adriano”, concluiu o professor Élcio.

Acesse a notícia completa na página da UFMS.

Fonte: Vanessa Amin, UFMS.

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