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Fundação Araucária apoia o desenvolvimento de tecnologia verde para descarbonização da aviação brasileira

Fonte

Fundação Araucária

Data

segunda-feira, 4 abril 2022 14:55

Com o objetivo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa pelo setor aeroportuário, foi lançada recentemente uma iniciativa inovadora para a produção de combustíveis renováveis a partir de biogás e hidrogênio verde. Os responsáveis são a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Agência Técnica de Cooperação Alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH), o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), a Fundação Araucária, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Núcleo de Pesquisas em Hidrogênio (NUPHI) do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), que assinaram a parceria.

O empreendimento será realizado no estado do Paraná ao longo de dois anos e vai contar com investimentos na ordem de 1,7 milhões de euros, financiados pela GIZ e 20% deste valor pela Fundação Araucária. A ideia é desenvolver tecnologia alternativa que seja utilizada pelo setor de transportes para restringir os impactos climáticos gerados pela queima de combustíveis fósseis, como a produção de Combustível Sustentável de Aviação – SAF em pequena escala. O projeto prevê também a transferência de conhecimentos e a produção descentralizada de combustíveis renováveis a partir da elaboração de um modelo técnico.

“O Paraná tem enormes possibilidades de se transformar em um ator muito importante nas questões ligadas à produção do hidrogênio verde a partir da biomassa. Nós temos condições para isso, e acima de tudo, temos instituições de ciência e tecnologia que são capazes de suportar realmente essa grande transformação que teremos referente ao suprimento de energias nas próximas décadas”, ressaltou o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.

Ao substituir o carbono pelo uso do biogás, combinando-o com o hidrogênio verde produzido a partir de água e energia renovável, a iniciativa cria uma nova rota tecnológica para fontes alternativas de energia. Esses esforços incentivam a bioeconomia local e reforçam medidas sustentáveis, como a necessidade do tratamento adequado dos resíduos orgânicos.

“Uma vez que todo o território brasileiro tem disponibilidade de biomassa residual, a solução proposta pelo projeto pode ser replicada em todo o país, oferecendo uma oportunidade para a produção descentralizada de combustíveis neutros em carbono. A transição energética impulsionada pelos esforços de descarbonização representa um momento decisivo para a incorporação de energia proveniente de fontes renováveis na matriz energética. Isso tem o potencial de transformar a economia global, e o Brasil pode se apresentar como líder neste cenário”, afirmou o Dr. Markus Francke, diretor do projeto H2Brasil da GIZ.

O acordo firmado integra a parceria entre dois projetos da GIZ: H2Brasil, que busca a expansão de hidrogênio verde no país, em colaboração com o Ministério de Minas e Energia (MME) e o ProQR, projeto voltado para a produção local e descentralizada de combustíveis sustentáveis para redução do carbono na atmosfera, coordenado em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Essas iniciativas estão ancoradas na busca por uma série de tecnologias que permitam reduzir a dependência de combustíveis fósseis e promover a descarbonização de setores-chave, como o transporte pesado.

“Esta parceria com a GIZ é extremamente bem-vinda para o Paraná. Nós temos uma tradição de cooperação com a Agência, principalmente nas áreas ligadas à geração e pesquisas de energias renováveis como um todo, e queremos continuar sendo parceiros nos próximos anos”, complementou Ramiro Wahrhaftig.

Com a planta piloto desenvolvida no Paraná, a expectativa é de que sejam criados polos de hidrogênio verde em regiões com excedentes de energia renovável.

Acesse a notícia completa na página da Fundação Araucária.

Fonte: Assessoria de Comunicação da GIZ e Fundação Araucária.

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