Destaque

Estudo aponta elementos químicos tóxicos nas praias ao norte do Rio Doce

Fonte

UFES | Universidade Federal do Espírito Santo

Data

quarta-feira, 24 agosto 2022 07:15

Uma pesquisa com a participação de professores dos cursos de Biologia (São Mateus), Química e Oceanografia (Vitória) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) aponta quantidade anormal e tóxica dos elementos químicos alumínio, cromo, manganês e níquel nas praias ao norte do Rio Doce. Também foram constatados altos níveis de lama de rejeitos minerais (cerca de 80%) na desembocadura do rio, na localidade de Regência, em Linhares.

Os pesquisadores afirmaram que ainda é um desafio distinguir o que já existia nas praias em função da atividade de mineração na Bacia do Rio Doce e o que é consequência do rejeito que desceu a correnteza com o desmoronamento da barragem da Samarco, controlada pelas empresas Vale e BHP Billiton, em Mariana, Minas Gerais. Isso porque não há pesquisas feitas nas praias antes da tragédia ambiental.

Os estudos de campo foram realizados pelo Projeto Monitoramento da Biodiversidade Aquática (PMBA), que se organiza sob a Rede Rio Doce Mar, uma articulação de universidades brasileiras que estuda os impactos do rompimento da barragem de Mariana na biodiversidade aquática (rios, estuários e lagos) e marinha (praias, costa e mar). No Espírito Santo, o projeto tem representação da UFES e a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST) monitora o acordo de cooperação entre a Universidade e a Fundação Renova.

O PMBA é dividido em oito grandes temáticas, como praias, manguezais e ambientes de água doce. Segundo a Dra. Jacqueline Albino, professora do Departamento de Oceanografia da UFES e coordenadora do tema praia, os resultados iniciais da pesquisa apontam a alta concentração de rejeitos de minério. “O resultado que encontramos até agora é uma alta concentração de rejeitos da lama na desembocadura e ao longo da zona submersa das praias ao norte, como Degredo, Pontal do Ipiranga [em Linhares], São Mateus e Guriri”. Ela explicou, ainda, que as correntes marítimas locais acabam por distribuir essa lama, o que gera um ponto maior de concentração de rejeitos na desembocadura do rio e nas praias ao norte.

O Dr. Luiz Sielski, pesquisador de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Oceanografia Ambiental da UFES, disse que foi uma surpresa encontrar altos níveis de rejeitos de lama na zona submersa da praia (parte que se localiza abaixo do nível médio do mar). “Devido às características climáticas da região, temos um mar muito agitado pela ação de ondas em boa parte do ano, o que não favorece o acúmulo de rejeitos. Material fino se deposita em região calma, como manguezais, lagoas e ambientes com baixa agitação. Encontramos [nas praias próximas à desembocadura do Rio Doce] uma quantidade grande depositada entre 5 e 10 metros de profundidade e com valores de elementos químicos altos. Mas, como não temos valores anteriores ao rompimento, não é uma tarefa fácil ligar isso diretamente ao rompimento da barragem”, afirmou o pesquisador.

Acesse a notícia completa na página da Universidade Federal do Espírito Santo.

Fonte: Superintendência de Comunicação da UFES.

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