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Como reduzir a pegada de carbono da computação global?
O apetite voraz por energia dos computadores e tecnologia de comunicação do mundo apresenta uma clara ameaça para o aquecimento global do clima. Essa foi a avaliação contundente dos apresentadores do workshop Climate Implications of Computing and Communications, realizado recentemente no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, e organizado pelo MIT Climate and Sustainability Consortium (MCSC), MIT-IBM Watson AI Lab e MIT Schwarzman College of Computing.
O evento virtual contou com discussões ricas e destacou oportunidades de colaboração entre um grupo interdisciplinar de professores e pesquisadores do MIT e líderes da indústria em vários setores – ressaltando o poder da união entre academia e indústria.
“Se continuarmos com a trajetória existente de energia computacional, até 2040, devemos atingir a capacidade mundial de produção de energia. O aumento na energia e na demanda de computação tem aumentado a uma taxa muito mais rápida do que o aumento da capacidade de produção de energia mundial”, disse a Dra. Bilge Yildiz, professora dos departamentos de Ciência Nuclear e Engenharia de Materiais do MIT e um dos 18 apresentadores do workshop. Esta projeção de energia de computação baseia-se no relatório decenal da Semiconductor Research Corporation.
Para citar apenas um exemplo: a tecnologia da informação e comunicação já responde por mais de 2% da demanda global de energia, o que está no mesmo nível das emissões de combustível das indústrias de aviação. “Somos o início deste mundo orientado por dados. Realmente precisamos começar a pensar sobre isso e agir agora”, disse o apresentador Dr. Evgeni Gousev, diretor sênior da Qualcomm.
Opções inovadoras de eficiência energética
Para esse fim, as apresentações do workshop exploraram uma série de opções de eficiência energética, incluindo design de chip especializado, arquitetura de data center, algoritmos otimizados, modificações de hardware e mudanças no comportamento do consumidor. Líderes da AMD, Ericsson, Google, IBM, iRobot, NVIDIA, Qualcomm, Tertill, Texas Instruments e Verizon delinearam os programas de economia de energia de suas empresas, enquanto especialistas de todo o MIT forneceram informações sobre pesquisas atuais que poderiam gerar uma computação mais eficiente.
Os tópicos do painel variaram de ‘Hardware personalizado para computação eficiente’ a ‘Hardware para novas arquiteturas’ e ‘Algoritmos para computação eficiente’, entre outros.
O objetivo, disse a Dra. Bilge Yildiz, é melhorar a eficiência energética associada à computação em mais de um milhão de vezes.
“Acho que parte da resposta de como tornamos a computação muito mais sustentável tem a ver com arquiteturas especializadas que têm um nível de utilização muito alto”, disse o Dr. Dario Gil, vice-presidente sênior e diretor de pesquisa da IBM, que destacou que as soluções devem ser tão ‘elegantes’ quanto possível.
Por exemplo, o Dr. Dario Gil ilustrou um design de chip inovador que usa empilhamento vertical para reduzir a distância que os dados precisam percorrer e, assim, reduzir o consumo de energia. Surpreendentemente, o uso mais eficaz de meios para armazenamento de dados primários, combinado com discos rígidos especializados, pode gerar uma economia dramática nas emissões de dióxido de carbono.
Acesse a notícia completa na página do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (em inglês).
Fonte: ‘Climate and Sustainability Consortium’.
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