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Universidade de Oxford lança Instituto para enfrentar os desafios de uma transição energética global de zero carbono equitativa e segura
Reunindo acadêmicos líderes de várias disciplinas, o Instituto Zero – Zero-carbon Energy Research Oxford – lançado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, abordará as questões relacionadas aos sistemas de energia de carbono zero e sua implementação.
A transição da energia baseada em carbono para a energia com zero carbono desempenhará um papel crucial para alcançar os limites de aquecimento global do Acordo de Paris. Atualmente, mais de 70% dos gases de efeito estufa responsáveis pela mudança climática vêm da conversão e uso de energia.
Fonte: Karsten Würth via Unsplash
“As avaliações internacionais e nacionais concordam que as soluções práticas para a crise climática envolverão o aumento do uso de fontes de energia renováveis, armazenando a energia de forma eficaz e usando-a com eficiência. Somente fazendo isso podemos fornecer a todos no mundo os serviços de energia necessários para viver bem e impedir as mudanças climáticas. A universidade está enfrentando o desafio dos sistemas de energia com zero carbono, investindo no Instituto ZERO para ajudar a coordenar e aumentar o alcance de nossa crescente pesquisa de energia com zero carbono”, disse o professor Dr. Patrick Grant, pró-vice-reitor de Pesquisa de Oxford.
O Instituto ZERO se baseará nas extensas atividades de pesquisa de energia da Universidade, que abrangem mais de 20 departamentos e 200 pesquisadores. O objetivo é estabelecer Oxford como um centro de excelência em pesquisa e liderança de pensamento em uma transição global e equitativa de zero carbono. O Instituto já garantiu um investimento de £ 3,25 milhões (cerca de R$ 20,7 milhões) do Fundo de Pesquisa Estratégica da Universidade.
O objetivo do Instituto ZERO é acelerar a transição para um sistema de energia com zero carbono. Alcançar esse patamar requer pensamento sistêmico, bem como o desenvolvimento e adoção de novas tecnologias e infraestrutura. Além disso, a inovação será necessária em modelos de negócios, instituições, políticas e sociedade.
“Este desafio requer uma grande transformação na conversão e uso global de energia, exigindo mudanças sistêmicas no setor de energia, transporte e edifícios e, portanto, na tecnologia e na sociedade. Em complexidade e alcance, a transição zero carbono será uma mudança da mesma magnitude que a Revolução Industrial”, disse o Dr. Malcolm McCulloch, professor do Departamento de Engenharia de Oxford.
Acesse a notícia completa na página da Universidade de Oxford (em inglês).
Fonte: Universidade de Oxford. Imagem: Karsten Würth via Unsplash.
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