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Pesquisador de MS participa de projeto que avalia emissões de Carbono em diferentes espécies de eucalipto
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quarta-feira, 25 agosto 2021 09:50
As mudanças climáticas são um dos principais desafios para a sociedade e é talvez a ameaça mais difundida à humanidade, dado seu exponencial aumento conforme o crescimento populacional da Terra e consequente concentração de dióxido de carbono (CO2) acrescido à atmosfera.
Se por um lado a preservação e conservação da vegetação é necessária para reciclagem de CO2, por outro existe a necessidade da produção de alimentos em grande escala, devido à crescente população mundial.
Para os cientistas, agregar valor ao CO2 é uma atual necessidade, servindo como um estímulo para mitigar as emissões a partir do conhecimento do seu comportamento nos mais variados campos de floresta e agropecuária.
E é nesse quesito que Mato Grosso do Sul se destaca com pesquisas sendo desenvolvidas em suas instituições: é o caso do projeto interinstitucional do qual faz parte o engenheiro agrônomo e doutor em genética e melhoramento, Dr. Paulo Eduardo Teodoro.
O pesquisador, que é professor do curso de Agronomia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) campus de Chapadão do Sul, participa de uma série de estudos em conjunto com a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), por meio do Dr. Carlos Antônio da Silva Junior, e com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), por meio do Dr. Newton La Scala Junior, com o objetivo de analisar as emissões de CO2. No MS, em parceria com o Governo do Estado por meio da Semagro e da FUNDECT, o projeto que está sendo desenvolvido pela UFMS está analisando a quantidade de CO2 no solo em uma área com 6 diferentes espécies de eucalipto e tem como um de seus objetivos, determinar quais destas espécies contribuem em maior ou menor grau com a emissão desse gás.
“Mato Grosso do Sul é um dos Estados do país que mais se destacam no plantio de eucalipto. Determinar a emissão de Carbono destas espécies será de suma importância tanto no quesito ambiental quanto no econômico, visto que a neutralização do carbono pode vir a ser um quesito fundamental exigido pelo mercado. As avaliações destas emissões estão em andamento e em breve os resultados serão publicados em um artigo”, avaliou o pesquisador.
Também faz parte do projeto a criação de um sensor capaz de realizar a medição da emissão de gás carbônico por meio de drones.
“Atualmente em nossa pesquisa, utilizamos para fazer essa medição um aparelho extremamente caro e que dificilmente seria acessível para os produtores. Sendo assim, estamos trabalhando em um modelo matemático que permita fazer as medições em longa escala e com baixo custo. Assim, a busca pela neutralidade do carbono teria seu caminho encurtado, tendo métodos de avaliação mais acessíveis”, finalizou o Dr. Paulo Teodoro.
Acesse a notícia completa na página da FUNDECT.
Fonte: Diogo Rondon e Jackline Fermau, FUNDECT.
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