Destaque

Pesquisadores da UFFS analisam sedimentos de 2,5 milhões de anos buscando respostas para mudanças climáticas

Fonte

UFFS | Universidade Federal da Fronteira Sul

Data

quinta-feira, 15 abril 2021 09:25

As frequentes alterações climáticas têm feito com que pesquisadores voltem seus olhares para antigas eras geológicas, que podem auxiliar no estabelecimento de futuros cenários ambientais. Exemplo disto é um grupo formado por professores e acadêmicos da área de Geografia da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) focado em observar sedimentos milenares localizados na região interiorana de Santa Catarina, mais exatamente na Floresta Nacional de Caçador.

A investigação é baseada nos estudos de grãos de pólen e esporos, encontrados em áreas planálticas que não estão sob influência do Oceano Atlântico. A partir de projeções ou modelagens climáticas, feitas com o auxílio de programas computacionais, serão gerados resultados acerca dos potenciais perigos à população humana, referentes às alterações climáticas terrestres. Os resultados do estudo contribuirão para a compreensão da dinâmica da formação vegetal e para um maior entendimento do processo de ocupação humana na região, constituindo como mais uma variável de informação para modelos de projeções.

“A partir da identificação das plantas, será possível a reconstrução e caracterização da vegetação, do clima e das condições do ambiente no passado”, explicou o Dr. Pedro Murara, coordenador da pesquisa e professor da UFFS – Campus Erechim.  “A busca por respostas que expliquem as rigorosas e intensas mudanças nos climas atuais é uma contribuição importante que pode ser dada pelas pesquisas de cunho paleoambiental”, destacou o Dr. Pedro. Segundo o professor, há uma escassez de estudos similares no interior do Sul do Brasil, sendo mais abundantes nas áreas litorâneas e proximidades continentais.

No início de abril, o coordenador e outros participantes do projeto estiveram na floresta de Caçador para coletar diferentes camadas de solo, por meio da tradagem, técnica que faz a extração de até três metros de profundidade. A tradagem possibilita o desenvolvimento de análises palinológicas, ou seja, a identificação dos esporos e grãos de pólen. Depois, com a possibilidade de datação do material a partir de carbono 14, será possível identificar quais eram as plantas presentes na área nos últimos 2,6 milhões de anos.

As primeiras amostras coletadas em campo passaram por análises que ratificam a possibilidade de o local ser uma área de estudo, que possui material com potencial para o desenvolvimento da pesquisa. Agora, os pesquisadores retornarão ao local para coletar amostras que serão utilizadas na análise palinológica. Em seguida, parte do material será enviada para datação – essa etapa conta com financiamento do Edital Nº 270/GR/UFFS/2020, de fomento à Iniciação Científica, Tecnológica e de Inovação e fomento à pesquisa com ênfase na pós-graduação stricto sensu da UFFS.

Acesse a notícia completa na página da UFFS.

Fonte: UFFS.

Os comentários constituem um espaço importante para a livre manifestação dos usuários, desde que  cadastrados no Canal Ambiental e que respeitem os Termos e Condições de Uso. Portanto, cada comentário é de responsabilidade exclusiva do usuário que o assina, não representando a opinião do Canal Ambiental, que pode retirar, sem prévio aviso, comentários postados que não estejam de acordo com estas regras.

Leia também

2026 ambiental t4h | Notícias, Conteúdos e Rede Profissional em Meio Ambiente, Saúde e Tecnologias

Entre em Contato

Enviando
ou

Fazer login com suas credenciais

ou    

Esqueceu sua senha?

ou

Create Account