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Estudo pode ajudar na criação de sensores de gás mais eficientes
Um grupo de pesquisadores vinculado ao Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) desenvolveu um estudo que destaca a indução de defeitos estruturais no óxido de zinco e sua influência nas propriedades para detecção de gases, o que pode auxiliar no desenvolvimento de sensores mais eficientes para detectar elementos como o ozônio.
O CDMF é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Os resultados do estudo foram descritos em artigo publicado na revista científica ACS Applied Electronic Materials. O trabalho tem como autor principal Bruno Sanches de Lima, bolsista de pós-doutorado da FAPESP no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).
O óxido de zinco (ZnO) é um importante material semicondutor que apresenta aplicações em células solares, fotocatálise e sensores. A grande versatilidade desse óxido se dá, principalmente, pela possibilidade de produzi-lo em diferentes morfologias nanoestruturadas.
O trabalho investigou experimentalmente as propriedades físicas de filmes finos de ZnO a partir da deposição com o uso da técnica de evaporação RF-magnetron sputtering (que envolve a ejeção de átomos de uma superfície-alvo a partir do bombardeamento por íons energéticos), utilizando um alvo de zinco metálico e a atmosfera de oxigênio puro.
“A pesquisa demonstrou que esses defeitos atuam como pontos de adsorção de espécies gasosas fortemente oxidantes, apresentando maior sensibilidade para gases tóxicos, como o ozônio, que também são fortemente oxidantes”, concluiu Bruno Lima.
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
Acesse a notícia completa na página da Agência FAPESP.
Fonte: Agência FAPESP, com informações da Assessoria de Comunicação do CDMF.
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