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Incêndios florestais têm promovido a expansão das savanas no coração da Amazônia, indica estudo

Fonte

Agência FAPESP

Data

quarta-feira, 7 abril 2021 10:25

Savanas nativas estão se expandindo no interior do sistema amazônico em consequência de incêndios florestais recorrentes, aponta estudo publicado na revista científica Ecosystems.

A pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), foi realizada pelo Dr. Bernardo Monteiro Flores, atualmente pós-doutorando em ecologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e pela Dra. Milena Holmgren, professora do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Wageningen, nos Países Baixos.

“Por muito tempo, as partes periféricas da floresta amazônica foram consideradas as mais vulneráveis, devido à expansão da fronteira agrícola. Essa degradação da floresta, ao longo do chamado ‘arco do desmatamento’, continua ocorrendo e constitui algo muito preocupante. Mas verificamos que, além dela, está acontecendo também um processo de savanização no coração da Amazônia, bem longe da fronteira agrícola”, relata o pesquisador à Agência FAPESP.

Os autores fizeram a descoberta em uma paisagem de ecossistemas inundáveis, no médio rio Negro, na região do município de Barcelos, a pouco mais de 400 quilômetros a montante de Manaus, onde manchas de savana de areia branca crescem em meio à floresta preservada. A causa apontada são incêndios recorrentes, cuja intensidade e frequência vêm aumentando no contexto maior da mudança climática global.

“Nós mapeamos 40 anos de incêndios florestais usando imagens de satélite e coletamos informações detalhadas em campo para avaliar se as florestas queimadas estavam mudando. Ao analisar a abundância de espécies de árvores e as propriedades do solo em diferentes momentos no passado, descobrimos que os incêndios florestais haviam matado praticamente todas as árvores, possibilitando que a camada superficial do solo, rica em argila, sofresse erosão com as inundações anuais e se tornasse progressivamente arenosa”, explicou o Dr. Bernardo Flores.

Além disso, os pesquisadores constataram que, no processo natural de recuperação das áreas queimadas, o tipo de cobertura vegetal passou por importante modificação, com a proliferação de árvores típicas das savanas de areia branca, que se tornaram cada vez mais dominantes, junto com plantas herbáceas nativas.

Acesse o artigo científico completo (em inglês).

Acesse a notícia completa na página da Agência FAPESP.

Fonte: José Tadeu Arantes, Agência FAPESP.

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