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Pesquisadores da UFLA testam incertezas de diferentes técnicas de avaliação da erosão hídrica do solo
A erosão é o principal processo de degradação dos solos e seus efeitos podem ser mensurados por diferentes técnicas de coleta de dados e de modelagem. Mas, no momento de avaliar a erosão do solo, o modelo de análise adotado é suficiente?
A partir desse questionamento, o professor Dr. Marx Leandro Naves Silva e o pesquisador Dr. Pedro Velloso Gomes Batista, do Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo da Universidade Federal de Lavras (UFLA), investigaram várias metodologias utilizadas para quantificar e estimar a erosão hídrica do solo.
Recentemente, o estudo foi publicado na revista científica Earth-Science Reviews. A pesquisa também rendeu o primeiro lugar no Prêmio Professor Alysson Paolinelli da Universidade, no ano passado.
Segundo o Dr. Marx Leandro, os modelos de erosão do solo devem ser testados contra evidências empíricas para ter seu desempenho avaliado. “Isso é fundamental para desenvolver conhecimento e confiança nas previsões do modelo. No entanto, avaliar modelos de erosão do solo é complicado devido às incertezas envolvidas na estimativa de parâmetros do modelo e medições das respostas do sistema”, justificou o pesquisador.
O estudo abordou, por exemplo, a metodologia mais usada no mundo para quantificar a erosão do solo na atualidade: o modelo norte-americano Revised Universal Soil Loss Equation – RUSLE, que é uma equação revisada da equação universal de perda de solo. Ele permite agregar vários fatores do processo erosivo na forma de índices, como, por exemplo, a chuva, a planta, a topografia, práticas de conservação de solo, entre outros. No estudo foi também utilizado o modelo Morgan-Morgan-Finey – MMF. Contudo, recentemente pesquisadores encontraram falhas nos resultados estimados pelo modelo. “Com a metodologia RUSLE, pesquisadores estimaram erosão no mundo todo. Em algumas regiões agrícolas do Brasil os dados bateram com o valor estimado, como no Mato Grosso. Mas em outras regiões não aconteceu o mesmo, evidenciando que, experimentalmente, o modelo apresenta erros”, afirmou o Dr. Marx.
Acesse a notícia completa na página da UFLA.
Fonte: Pollyanna Dias, UFLA.
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