Destaque

Pesquisadora da UEMA integra grupo de cientistas responsável pela criação da rede de apoio a biólogas na área de Zoologia

Fonte

UEMA | Universidade Estadual do Maranhão

Data

quarta-feira, 10 março 2021 06:10

A Dra. Thaís Guedes, pesquisadora sênior do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade, Ambiente e Saúde da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) Campus Caxias, está participando do grupo pesquisadoras da área de Biologia que montou uma rede de apoio à participação de mulheres na ciência.

A rede tem foco na Zoologia, parte da Biologia que estuda os animais, e que tem pouca representação feminina. O artigo científico que deu origem ao projeto tem mais de 500 participantes de todo o mundo.

O artigo das mulheres zoólogas é uma resposta a outro trabalho que pontuou que mulheres pesquisadoras prejudicavam as suas orientandas mulheres. A partir disso, elas decidiram se organizar para demonstrar que as mulheres são sistematicamente prejudicadas na ciência, e propor ações para dar mais visibilidade aos seus trabalhos e motivar outras mulheres a fazerem o mesmo.

“De maneira geral, as mulheres são muito menos reconhecidas (por motivos diversos) que seus colegas homens pelo trabalho que fazem, resultando em menos mulheres em posições de destaque nas diversas áreas da ciência. As mulheres cientistas passam por muito mais situações de preconceito e desvantagens ao longo de suas carreiras que seus colegas homens. Dessa forma, as mulheres que conseguem se manter na carreira científica fazem isso apesar das inúmeras situações que as deixam em desvantagem. Não é uma situação equilibrada. Por isso, se uma mulher cientista não conseguir dar condições suficientes de sucesso às suas orientadas tanto quanto homens cientistas conseguem, não é uma falha inerente à mulher: é um problema sistemático. E deve ser combatido como tal”, apontou a Dra. Veronica Slobodian, professora da Universidade de Brasília (UnB) que coordena o artigo científico de lançamento da rede “Mulheres na Zoologia”.

“Essa situação de desigualdade é ainda mais gritante quando falamos do estudo dos animais: a sociedade (e até parte dos cientistas) não espera que mulheres consigam ir para o meio de florestas, matas e rios coletar animais; isso faz com que mulheres sejam especialmente apagadas nesta área da biologia e, frequentemente, assediadas quando vão à campo”, complementou a Dra. Verônica, que trabalha com o estudo de peixes.

Acesse a notícia completa na página da UEMA.

Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional, UEMA.

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